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Bridging Dance and Health in Brazil, Part I: The early steps of an emerging field

Posted By Clara Fischer Gam, Tuesday, January 26, 2016

In 2016, all eyes are on Brazil - country that will be hosting the Olympic Games this year. Inspired by this vibrant atmosphere, today we start a post series about the opportunities and challenges of Dance and Health in Brazil – from our members’ perspective!

 


A Brazilian myself, I’ve recently returned to my country after a year and a half in Britain. Having experienced a bit of Dance Science at Trinity Laban and engaged with its community, I arrived back aiming to sense the field in Brazil and readily get involved.

 

If Dance Medicine and Science is in its early stages above the Tropics, it is no surprise that Brazilians are still forging the field. There are about a dozen IADMS members in Brazil. Among us there are Dancers, Researchers, Dance Teachers, Physicians, Physical Educators and Physical Therapists spread across the country.

 

Although there is interesting work being published, not much research has been undertaken in the realms of Dance Medicine and Science in this land. “Looking for references in Dance, I found that less than 5% of the studies listed were related to Dance Medicine”, says our member Dr. Izabela Lucchese Gavioli, rheumatologist, Dance professor at UFRGS and sports medicine specialist in South Brazil.

 

“Unfortunately, there is a lack of research in injury prevention and performance enhancement”, states another Brazilian member Barbara Pessali Marques, physical educator and founder of the Bastidores Centre for Dance Conditioning, located South East Brazil. Like me, Barbara felt the need to leave the country for expanding her knowledge of the field. Now, she is developing a doctoral research at Manchester Metropolitan University and looks forward to bring fresh learning home. 

 

Feeding a field of knowledge in its infancy, we face many challenges for achieving legitimacy and acceptance. “At the universities, in the dance departments, the same debate persists as to whether dance should be part of the PT or PE departments”, states IADMS member Adriano Bittar, physiotherapist for Quasar Cia de Dança and Dance professor at UEG, Midwest Brazil. “There is no doubt that Dance should have an autonomous department, and remain a field in itself. But I feel that these out-of-date conflicts end up diminishing interaction with other fields and mainly suppressing important discussions such as dancer’s health”. Resistance can also be found in other parts of the dance sector, Dr Gavioli suggests that “It’s a matter of conflicting ideologies; people tend to think about dance science as rough and hard, which pejoratively labels knowledge that can be extremely useful to the dance professional”. 

 

We all know that issues of this kind resonate with Dance Medicine and Science worldwide, however in a country where most Dance programmes date from very recently, the circumstances could slow down the process for inquiry and communication to unfold within the sector. Paradoxically, it seems that the increasing number of courses being founded in the last few years opened up the space for discussing renovations in the traditional curriculum. Would there be a chance for implementing more up to date health modules in the programme? “The dancer is to some extend already a movement specialist, so by implementing dance medicine and science disciplines, their capacity to act upon their health and take ownership of their bodies would be expanded”, defends Dr. Bittar. Although there are changes taking place, at the moment health-related disciplines still encompass only a minor portion of the whole course. “Nationwide, programmes do not hold more than 5 credits dedicated to these subjects” affirms Dr. Aline Haas, an IADMS’ member who is Programme Leader of the BEd Dance at UFRGS, South Brazil.

                                                                                           

Taking a look at the overall picture, these members seem to agree that it is our task to nourish the field in order for it to thrive. If today in Brazil the intersection of dance and health is unsettled, I wonder how they could walk together, side by side. This inquiry motivated me to connect IADMS members in Brazil and to open up a space for integration and sharing to occur. After contacting them through the IADMS directory, we agreed to create a Facebook group to expand the possibilities of interaction. At the moment, we are about 30 people in the “Dance Science Brasil” group, connected through this network. 

 


In a country as big as Brazil, this initiative enabled me to gather information about some of the projects, aspirations and perspectives of the sector across the land through the eyes of our fellow IADMS members – which will be brought to you over this post series.

 

Despite the challenges involved in fostering an emerging field, it is very exciting to be at the source of future possibility – and have the chance to take part in it!

 

Watch out for the next instalment of Bridging Dance and Health in Brazil!

 

-          The Brazilian members of IADMS are:

            Adriano J. Bittar Sr

            Aline N. Haas

            Bárbara P. Marques

            Clara Fischer Gam

            Daisy M. Machado

            Flora M. Pitta

            Izabela L. Gavioli

            Kaanda N. Gontijo

            Marcia Leite

            Mariana G. Bahlis

 

 

Clara Fischer Gam, MS

MSc Dance Science

BEd Dance

Pilates Instructor

Rio de Janeiro – Brazil
clara.figa@gmail.com

www.clarafischergam.com

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Integrando Dança e Saúde no Brasil, Parte I: primeiros passos de um campo em ascensão

 

Em 2016, os olhos do mundo voltam-se para o Brasil - país que vai acolher os Jogos Olímpicos neste ano. Inspirados por essa atmosfera vibrante, hoje começamos uma série de postagens sobre as oportunidades e desafios da Dança e Saúde no Brasil – considerando os pontos de vista dos nossos membros brasileiros!

 

Eu também sou brasileira e recentemente retornei ao país, após um período de um ano e meio vivendo no Reino Unido. Por lá, pude experienciar a Ciência da Dança enquanto cursava meu mestrado na faculdade Trinity Laban Conservatoire, onde tive a chance de conectar-me à esta comunidade. Cheguei de volta com a intenção clara de compreender o campo no Brasil e a vontade pulsante de contribuir. 

 

Se a Medicina e Ciência da Dança está em seus estágios iniciais acima dos trópicos, não é de se surpreender que por aqui os brasileiros ainda estão construindo o campo. No país, temos cerca de uma dúzia de membros do IADMS. Fazem parte desse grupo bailarinos, pesquisadores, professores de dança, médicos, educadores físicos e fisioterapeutas espalhados por todo o país. 

 

Embora trabalhos muito interessantes venham sendo publicados ao longo dos anos, a quantidade de pesquisas desenvolvidas na área da Medicina e Ciência da Dança ainda é reduzida nessas terras: "Buscando por referências dentro do tema ‘Dança’, contabilizei que menos de 5% dos estudos encontrados se relacionavam com a Medicina da Dança", comenta Dr. Izabela Lucchese Gavioli, membro do IADMS, baseada em Porto Alegre, reumatologista, coreógrafa, professora de Dança na UFRGS e especialista em medicina esportiva. 

 

"Infelizmente, existem poucas pesquisas sobre prevenção de lesões e aprimoramento da performance", afirma outro membro brasileiro, Bárbara Pessali Marques, bailarina e educadora física, fundadora do ‘Bastidores Centro de Treinamento’ especializado em cuidar de bailarinos, na cidade de Belo Horizonte. Como eu, Bárbara sentiu a necessidade de sair do país para expandir seu conhecimento do campo. Nesse momento, ela está desenvolvendo a pesquisa de doutorado na Manchester Metropolitan University e espera em breve trazer de volta para casa todo o aprendizado adquirido com a experiência no Reino Unido. 

 

Por estarmos criando um campo ainda em seus primórdios, enfrentamos muitos desafios para alcançar legitimidade e aceitação: "Dentro dos departamentos de Dança das universidades, o mesmo debate persiste quanto a se a Dança deveria ser acoplada a outros departamentos, como Fisioterapia ou Educação Física", afirma nosso membro do IADMS Adriano Bittar, bailarino, fisioterapeuta na Quasar Cia de Dança e professor na UEG, em Goiânia. "Não há dúvida de que a Dança deve ter um departamento autônomo, e continuar a ser um campo em si mesmo. Mas eu sinto que estes conflitos antiquados acabam diminuindo a interação com outras áreas e, principalmente, suprimindo discussões importantes como a saúde do bailarino". Também é possível encontrar resistência em outras partes do setor de Dança, Dra. Gavioli sugere: "É uma questão de ideologias conflitantes; as pessoas tendem a pensar sobre a Ciência da Dança como áspera e dura, o que rotula pejorativamente um conhecimento que pode ser extremamente útil para o profissional de Dança". 

 

Sabemos que questões deste tipo circundam a Ciência e Medicina da Dança no mundo todo. No entanto, em um país onde a maioria dos programas acadêmicos de Dança datam de pouco tempo, as circunstâncias poderiam retardar o processo de investigação e o desenvolvimento da comunicação dentro do setor. Paradoxalmente, o número crescente de cursos universitários sendo criados nos últimos anos parece estar abrindo espaço para a discussão sobre reformas no currículo tradicional. Sendo assim, será que haveria oportunidade para a implementação de módulos mais atualizados sobre saúde do bailarino nos programas? "De certa maneira o bailarino já é um especialista do movimento. Portanto, com a implementação de disciplinas de Ciência e Medicina da Dança, a sua capacidade de agir pela sua saúde e se apropriar de seu corpo seria ampliada", defende Dr. Bittar. Apesar do progresso quanto a essas mudanças estruturais,  o número de disciplinas relacionadas à saúde ainda compõe uma pequena parte do currículo: "Em nível nacional, os programas não contém mais de cinco créditos dedicados a estes assuntos", afirma Dr. Aline Haas, gaúcha, membro do IADMS e professora de Dança na UFRGS. 

 

Observando o quadro geral, esses membros parecem concordar que temos a tarefa de nutrir o campo para que este possa prosperar. Se hoje no Brasil a intersecção entre Dança e Saúde é instável, eu me pergunto como elas poderiam caminhar juntas, lado a lado. Essa pergunta motivou-me a conectar os membros da IADMS no Brasil e abrir um espaço para a integração e troca ocorrer. Após entar em contato com eles através do diretório da IADMS, sugeri a criação de um grupo no Facebook para expandir as possibilidades de interação. No momento, somos cerca de 90 pessoas no grupo "Dance Science Brasil", conectados através dessa rede.

 

Em um país tão grande como o Brasil, essa iniciativa possibilitou a mim reunir informações sobre alguns dos projetos, aspirações e perspectivas do setor ao longo do território, através dos olhos de nossos membros da IADMS - que serão apresentados aqui para você nessa série de postagens.  Apesar dos desafios envolvidos na promoção de um campo emergente, é muito emocionante ver à frente o surgimento de múltiplas possibilidades - e ter a oportunidade de fazer parte desse processo! 

 

Fique ligado, em breve estará no ar a próxima edição do “Integrando Dança e Saúde no Brasil”! 

 

- Junte-se a nós no Grupo “Dance Science Brasil”!

 

 

- São membros brasileiros do IADMS:

Adriano J. Bittar

Aline N. Haas           

Bárbara P. Marques           

Clara Fischer Gam 

Cláudia Daronch        

Daisy M. Machado           

Flora M. Pitta           

Izabela L. Gavioli            

Kaanda N. Gontijo           

Marcia Leite           

Mariana G. Bahlis   

 

Clara Fischer Gam, Mestre Ciência da Dança

Licenciada em Dança

Administradora do grupo Dance Science Brasil

Co-fundadora do Corpos Aptos, Gestos Livres

Rio de Janeiro – Brazil


 

Tags:  Brazil  education in motion  research  teachers  translation 

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